Read Calabar - O Elogio da Traição by Chico Buarque Free Online


Ebook Calabar - O Elogio da Traição by Chico Buarque read! Book Title: Calabar - O Elogio da Traição
The author of the book: Chico Buarque
Edition: Civilização Brasileira
Date of issue: 1996
Format files: PDF
The size of the: 455 KB
City - Country: No data
Loaded: 2715 times
Reader ratings: 4.5
ISBN: 8520001378
ISBN 13: 0000000709996
Language: English

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Calabar de Ruy Guerra e Chico Buarque é uma peça de teatro, que li já contaminada pelas músicas que conhecia de antemão e pela Portugalidade do meu sangue.
É óbvio o desafio que a peça impõe. O de questionar as versões oficiais, dadas como certas. O de virar a palavra do avesso e ver que do lado não aparente a palavra se transmuta noutra.
Perante a guerra entre Portugueses e Holandeses no século XVII no Nordeste Brasileiro, Calabar, que pertencia à facção Portuguesa, muda de lado e começa a lutar e a ganhar ao lado dos holandeses. Num acordo feito entre holandeses e portugueses é trocada a captura de Calabar pela conquista da Bahia e uma vez em poder dos Portugueses, Calabar é morto em praça pública e esquartejado como o traidor.
A peça mostra assim que do heroismo à traição vai um virar de lado. Calabar o traidor, foi ele próprio traido pelos holandeses que o usaram como moeda de troca. As intenções de Calabar na mudança de lado estratégico também se insinuam diferentes de traição. Calabar acreditava que o caminho certo para a sua terra era apoiar os holandeses. E nesse sentido, não será Calabar um herói? Um herói, porque se manteve fiel ao que acreditava. Nesse sentido a traição é apenas traição se vista de fora e de um lado apenas.

Mas eu disse que li o livro contaminada. Um livro que contém uma peça teatral não é um teatro. E nele não é possível ver a dor de Bárbara, amante, amada?, amaria Calabar? Ou amaria a imagem de um Calabar mártir?
Não sei o que sucede à Bárbara do palco, mas a Bárbara do livro pareceu-me gostar mais de se ver a gostar de Calabar, herói do avesso. Como num jogo de espelhos em que a compaixão por nós mesmos nos faz tantas vezes gostar de nos ver a gostar e a sofrer para que esse gostar seja elevado a uma forma que nunca seria possível nos amores terrenos e concretizáveis.

Li o livro contaminada e o texto que toda a gente apelida de extremamente inteligente desiludiu-me.
Desiludiu-me a conversa de latrina. Seria mesmo necessário satirizar de uma forma tão básica para se perceber que os heróis e os traidores dependem do ponto de vista?
Eu que gosto tanto do Chico Buarque fiquei irritada com aquela sensação de parcialidade, na escolha do buçalismo para a colonização portuguesa. O século XVII não seria obviamente um século de respeito pelos direitos humanos! Nem hoje eles estão garantidos. Não consigo perceber, porque motivo pessoas inteligentes como Chico Buarque e Caetano Veloso (a figura que este fez com o seu discurso anti-colonialismo na expo 98) continuam a achar que os brasileiros são os pobres dos indios puros e angelicais que os portugueses colonizadores dizimaram. Não são! Os brasileiros são a descendência dessa luta. Os brasileiros são a soma dessa adição. São o resto dessa divisão. O sangue de Chico Buarque e Caetano Veloso não é Guarani. O sangue deles contém a bondade dos índios (bondade apenas?) e a atroz herança dos portugueses. Os mexicanos não são os maravilhosos descendentes do povo Maia (que sim, era maravilhosamente avançado, mas impiedosamente cruel também....jogava futebol com cabeças humanas, tinha hierarquias, matava o seu povo também, fazia sacrifícios). Os mexicanos são apenas os filhos das violações de Hernan Cortés e da sua corja espanhola, às mulheres do povo maia. Os mexicanos não são maias. Os mexicanos só existem porque são o resultado da colonização. Os brasileiros só existem porque são o resultado da colonização.
Cruel, brutal sim, mas por favor, chega de cérebros inteligentes fazerem dos colonizadores bodes expiatórios para o seu descontentamento com o presente e com o futuro.


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Ebook Calabar - O Elogio da Traição read Online! Francisco Buarque de Hollanda is popularly known as Chico Buarque, is a singer, guitarist, composer, dramatist, writer and poet. He is best known for his music, which often includes social, economic and cultural commentary on Brazil and Rio de Janeiro in particular.

Son of the academic Sérgio Buarque de Hollanda, Buarque lived in several locations throughout his childhood, though mostly in Rio de Janeiro, São Paulo and Italy. He wrote and studied literature as a child and came to music through the bossa nova compositions of João Gilberto. He performed music throughout the 1960s as well as writing a play that was deemed dangerous by the Brazilian military dictatorship of the time. Buarque, along with several of his fellow musicians, were threatened by the government and eventually left Brazil in 1970. He moved to Italy again. However, he came back to Brazil in 1971, one year before the others, and continued to record albums, perform, and write, though much of his material was not allowed by government censors. He released several more albums in the 1980s and published three novels in the 1990s and 2000s, all of which were acclaimed critically.

Buarque came from a privileged intellectual family background—his father Sérgio Buarque de Holanda was a well-known historian, sociologist and journalist and his mother Maria Amélia Cesário Alvim was a painter and pianist. He is also brother of the singer Miucha. As a child, he was impressed by the musical style of bossa nova, specifically the work of Tom Jobim and João Gilberto. He was also interested in writing, composing his first short story at 18 years old[1] and studying European literature, also at a young age.[2] One of his most consuming interests, however, was playing soccer, beginning at age four, which he still does today.[2] Though he was born in Rio de Janeiro, Buarque spent much of his childhood in Rio de Janeiro, São Paulo and Italy.

Before becoming a musician, Buarque decided at one point to study architecture at the University of São Paulo, but this choice did not lead to a career in that field; for Buarque often skipped classes.

He made his public debut as musician and composer in 1964, rapidly building his reputation at music festivals and television variety shows when bossa nova rhythm came to light and Nara Leão recorded three of his songs.[3] His eponymous debut album exemplified his future work, with catchy sambas characterized by inventive wordplay and an undercurrent of nostalgic tragedy. Buarque had his first hit with "A Banda" in 1966, written about a marching band, and soon released several more singles. Although playing bossa nova, during his career, samba and Música Popular Brasileira would also be widely explored. Despite that, Buarque was criticized by two of the leading musicians at the time,Caetano Veloso and Gilberto Gil as they believed his musical style was overly conservative.[3] However, an existentially themed play that Buarque wrote and composed in 1968, Roda Viva ("Live Cycle"), was frowned upon by the military government and Buarque served a short prison sentence because of it.[3] He left Brazil for Italy for 18 months in 1970, returning to write his first novel in 1972, which was not targeted by censors.

http://www.jobim.org/chico/


Reviews of the Calabar - O Elogio da Traição


CALLUM

The best ... And the most interesting, bright, fascinating ...

HARVEY

An interesting book, Hard to tear down

LUCY

The only book I read in 1 day

LEON

An interesting book, Hard to tear down




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